Uma questão muito presente em mentorias de desenvolvimento profissional é a dificuldade que muitos têm em reconhecer pontos fortes e lidar com os pontos de melhoria. Essa dificuldade geralmente está ligado à educação e à construção de nossa autoestima e crenças.

Desde muito cedo, ouvimos muito mais críticas do que reforços positivos e reconhecimentos. Isso colabora para que nosso olhar esteja muito mais voltado ao que “falta” do que no “que já existe de bom”. Criando assim, uma autopercepção distorcida.

Além disso, normalmente, não conseguimos enxergar nossas qualidades, pois estamos tão acostumados com o que fazemos que tudo parece “normal” ou “óbvio”.

Por outro lado, quando se trata de falhas, temos a tendência a ampliá-las, gerando uma sobrecarga de cobranças e críticas.

Outro fator importante a se observar é a cultura do perfeccionismo. Uma educação rígida e exigente, dificilmente tolera falhas. Isso faz com que cresçamos “buscando uma perfeição” intangível. Sendo esse um fator que aumenta o nível de pressão e autocobrança.

Além de dificultar a possibilidade de reconhecermos nossos pontos negativos “reais”, uma vez que assumir qualquer erro pode soar como fraqueza, quando na verdade, é um sinal de maturidade e abertura ao aprendizado.

Outro ponto a ser considerado é o medo de julgamento. Muitas pessoas evitam falar de suas falhas com receio de serem vistas como “incompetentes” ou perderem credibilidade e oportunidades. Por outro lado, muitos temem os julgamentos quando precisam mostrar seus pontos fortes, por medo de parecerem arrogantes.

Além disso, a falta de feedbacks estruturados, claros, objetivos e construtivos também dificulta desenvolver clareza sobre o que realmente são forças e pontos a desenvolver.

Portanto, para mapear pontos fortes e pontos de melhoria é fundamental dedicar-se a um trabalho de autoconhecimento e mudança de mentalidade, além de desenvolver o hábito de pedir feedbacks para pessoas de confiança.

Ninguém é completo sozinho: tanto, pontos fortes, quanto pontos de melhoria são partes do processo de evolução.

Esse processo é um trabalho que exige sair da zona de conforto, ou seja, lançar-se ao desconhecido, assumir responsabilidades e enfrentar as mudanças, o que, inevitavelmente, passará pelo desconforto.

Como mapear e desenvolver seus pontos fortes?

1. Reconhecendo Pontos Fortes

  • Quais tarefas você realiza com mais facilidade e prazer?
  • Em quais momentos você recebe elogios espontâneos de familiares, amigos, colegas, líderes ou clientes?
  • O que as pessoas costumam procurar em você quando precisam de ajuda?
  • Quando pensa em suas últimas conquistas, quais habilidades foram fundamentais para alcançá-las?

📌 Ação prática: Liste pelo menos 3 pontos fortes e descreva um exemplo real de quando usou cada um.

2. Identificando Pontos de Melhoria
  • O que eu você costuma evitar ou adiar porque se sinto inseguro(a) em fazer?
  • Em quais situações já recebeu críticas ou feedbacks recorrentes?
  • Onde percebe que gasta mais energia do que gostaria para ter resultados medianos?
  • Quais comportamentos seus já atrapalharam um projeto, uma relação de trabalho ou seu crescimento?

📌 Ação prática: Liste até 3 pontos de melhoria (não mais que isso para não gerar sobrecarga) e descreva como eles impactam sua rotina.

3. Plano de Ação Consciente

Para cada ponto de melhoria:

  • Qual ação simples você pode começar a praticar na próxima semana?
  • Quem pode ajudar você (mentor, colega, ferramenta, curso)?
  • Como você vai medir sua evolução (ex.: feedback, autoavaliação, resultados)?

4. Reforço Positivo

  • Termine listando como seus pontos fortes já trouxeram conquistas importantes.
  • E como seus pontos fortes podem ajudar você a compensar ou lidar com as dificuldades?
  • Lembre-se: reconhecer dificuldades não é se diminuir, é abrir caminho para crescer.

Se precisar de apoio em sua jornada, agende uma sessão de diagnóstico, muitas vezes, em apenas alguns encontros sanamos as dificuldades que te fazem avançar na carreira.

Clique aqui e receba de Presente um Plano de Carreira.