A tensão muitas vezes nasce de nossa desconexão interna, da sobrecarga invisível, dos conflitos silenciados para “dar conta”, da oposição entre ser quem sou e o que esperam de mim… Estamos habituados a encarar “tensão” como “algo a ser evitado”.

Mas, e se a transformássemos em nossa aliada?

O primeiro passo é deixar de vê-la como inimiga e encará-la como um acúmulo de energia mal direcionado. Ou seja, ela deixa de ser vista como problema e passa a ser combustível.

Na perspectiva da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, a tensão ou, nossos conflitos internos, carregam potencial criativo.

Assim, podemos dizer que o ser humano é de fato um ser contraditório, pois carrega dentro de si um manancial de opostos. E, muitas vezes, nossos conflitos são gerados pela tensão entre esses opostos: razão x emoção, desejo x medo, certo x errado, performar x descansar…

Mas, e se eu disser que é justamente essa tensão que gera transformação? Sem tensão, não há movimento, nem transformação.

Portanto, a questão não é eliminar a tensão e sim metabolizá-la. A chave não é fugir da tensão entre os opostos e sim integrá-la.

Agora, proponho algumas reflexões para ampliar seu olhar ao tema:

  • Observe e reflita: o que a tensão quer mostrar a você?
  • O que em você está pedindo expressão?
  • O que você está reprimindo, rejeitando ou bloqueando?

Do bloqueio à expressão: canalizar em vez de conter

Quando a tensão é reprimida, ela vira:

  • irritação
  • ansiedade
  • rigidez
  • somatização

Entramos num beco sem saída e não vemos solução para nossos conflitos. A mente se sobrecarrega e os pensamentos recorrentes, julgadores e críticos tomam conta.

Quando ela é observada, analisada e canalizada, ela tem potencial para se transformar em:

  • expressão
  • escrita
  • movimento
  • inovação
  • tomada de decisão

A chave aqui é criar um contêiner seguro para essa energia.

Transformação prática: método em 4 passos

  1. Nomear a tensão – O que estou sentindo exatamente?
  2. Localizar no corpo – Onde essa tensão se manifesta?
  3. Dar forma simbólica – Desenhar, escrever, modelar, dançar, dar voz: transformar sensação em algo tangível, fora de você.
  4. Integrar o significado – O que essa criação revela sobre mim?

Esse pequeno método de 4 passos é um excelente exercício de autorregulação emocional. Parece simples, mas seus efeitos são potentes. Experimente e transforme sua tensão em combustível de inovação. Precisa de ajuda para gerenciar seus conflitos, emoções e relações? Marque sua sessão de diagnóstico agora.