Encontrando as sombras
O que vemos como problemas podem ser sintomas do que está de fato nos atrapalhando. Portanto, precisamos ir fundo, investigar a raiz dos sintomas que se manifestam como problemas.
Quando eu investigo a fundo meus sintomas, esbarro em minhas fraquezas, dificuldades, defeitos, minhas “causas”, ou seja, o monstro, a sombra que habita em mim.
E quando eu a reconheço, tenho a possibilidade de deixar de ser dominada por ela.
Quando não conheço a fundo quem eu sou (minha totalidade), sombra e luz, fraquezas e qualidades, eu uso máscaras para ser aceita e amada.
A importância da Persona
Não há nada de errado em usar certas máscaras, pois no trato social, muitas delas são necessárias. É o que na Psicologia Analítica, chamamos de Persona.
A persona é necessária, pois ela é a forma como me mostro ao mundo, mas quando me apego e me aprisiono na persona, deixo de ser quem sou em essência.
Crio a ilusão de que “deveria ser” algo que não sou e passo a cobrar do outro que ele também “deveria” ser o que acredito ser “o certo”.
A jornada da autoaceitação
Ampliar a consciência me permite investigar essas minhas partes, ampliando meu autoconhecimento (Latim conscientia de consciens, particípio presente de conscire = estar ciente, sabedor).
Tenho a oportunidade de entrar em contato com todos os seres que me habitam: a criança ferida, a criança criativa, a persona, as sombras, o ego e, assim, mergulhar no oceano do inconsciente (aquilo que está escondido em minhas profundezas e que pode conter tantos tesouros).
Quando me permito me perceber inteira, na Totalidade, tenho a possibilidade de viver de fato a vida que vim viver, sem a preocupação de me adequar para agradar ou ser aceita.
Isso me permite observar melhor meus movimentos internos e suas interações com o meio externo.
Assim, posso assumir as rédeas das minhas emoções e compreender que elas dependem de mim, não das pessoas, do meio ou das expectativas e ilusões que crio.
Quando me desconecto de quem realmente sou, abro espaço para que a autocrítica e a sensação de insuficiência dominem e é aí que a Síndrome da Impostora se instala.
Quando estou em paz com quem sou, fortaleço meu valor e minha autoestima. Deixo de buscar aprovação e passo a viver com autenticidade.
A vida, então, deixa de ser um campo de batalha e se torna um espaço de aprendizado e evolução.
Afinal, a vida acontece para você, e não contra você.
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