“A princípio, a alma não rende lucros – mas se torna um fator de custo decisivo quando a alma se recusa a cooperar, quando nossa psique “não aguenta mais”, quando perdemos a nossa alegria de vida, quando nosso corpo adoece e quando sofremos com depressões e com a Síndrome de Bournout. Talvez, então, faria sentido dar atenção para a alma?” Verena Kast, no livro A alma precisa de tempo

Você já percebeu que, quando sai de férias, os primeiros dias são estranhos e a gente demora um certo tempo para entender que “as férias começaram”?

Então, é porque nosso cérebro está tão acostumado com a aceleração e com as demandas constantes que a desconexão tarda a acontecer. Por isso é tão importante desenvolver novos hábitos e ir, aos poucos, incluindo as pausas na rotina para que o descansar se torne novamente um hábito natural.

A Dra. Saundra Dalton-Smith, uma pesquisadora americana, identificou o Descanso a partir de sete tipos, os quais eu descrevo aqui:
  1. Físico: está ligado a sentir o descanso a partir do físico, isto é, nosso corpo está cansado.
  2. Mental: é quando percebemos que a nossa mente está acelerada e isso nos deixa sem energia, é aquele momento que queremos dormir e nossa mente não para.
  3. Sensorial: é quando estamos saturando nossos cinco sentidos, isto é, há muitos estímulos auditivos, visuais, olfativos, informações de todos os tipos e nos sentimos “bugados”, paralisados, sem reação.
  4. Criativo: é quando precisamos solucionar um problema ou ter uma ideia nova para algo no trabalho ou nos estudos e os insights são aparecem.
  5. Emocional: é quando percebemos nossas emoções afloradas, nos sentimos mais sensíveis ou mais irritados, nervosos.
  6. Social: é quando percebemos que após alguns encontros com determinadas pessoas, nos sentimos indispostos, sem energia, drenados.
  7. Espiritual: é quando a gente percebe que mesmo com tudo aparentemente bem, ainda assim há um vazio que não é preenchido.

Para cada tipo de cansaço há determinadas atividades que podemos incorporar em nossa rotina para melhorar nossa qualidade de vida.

E aí, você se identificou mais com algum tipo? Sente que alguns são mais presentes em sua vida? Compartilhe comigo sua experiência, adoraria saber mais sobre você.

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